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quinta-feira, abril 18

Coisas da vida: 90 dias de "amor"


"Eu me descubro ainda mais feliz a cada pedaço seu e de tudo o que é seu. Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer. Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre? Eu descobri que tentar não ser ingênua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa, eu descobri que vale a pena ficar três horas te olhando sentada num sofá mesmo que o dia esteja explodindo lá fora. E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam."

Tati Bernardi

domingo, março 17

Previsão do tempo: Parte X Ressentimentos

      Tenho andado distante, talvez até longe de mim mesma. É inexplicável, embora indiscutível, pois procuro conversar para encontrar respostas.
     Se fico calada e meus olhos não conseguem transmitir o que se passa dentro de mim, é inútil qualquer passagem que compras. Qualquer viagem pode aumentar a distância. Confesso que antes de bagunçar a sua mente com expectativas e devaneios próprios das minhas palavras, queria me entender e caso fosse uma necessidade escolheria o desabafo. Porém, sinto o que não queria sentir e procuro uma saída sem que eu tenha que conhecer esse problema. Senti-lo já é dilacerante, aprofundar-me seria perigoso.
     Você deve está se perguntando nesse momento, o que então você pode fazer, o porquê de ser você e se isso realmente te afetaria o juízo. Creio que com a mente agitada que possui, foste o destinatário ideal para mostrar-me a cura ou o esquecimento. Perdoa-me, embora seu e-mail fosse o único contato que me resta. Mas, não me culpe por isso, venho porque preciso da sua ajuda, não suportaria mais acusações.
     Há pouco tempo acreditava que a perfeição existia, mas os fatos nos surpreendem e nem tudo é como queremos. Não pedi para está aqui, isso tampouco é uma escolha, se fosse, não queria passar por isso.
     Sinto como se o mundo desabasse em minha cabeça, a dor, o peso, as lágrimas, tudo é real, mas, seria impossível que isso viesse a se repetir. Sim, o mundo já caiu várias vezes, ultimamente tenho desviado, talvez pelo falso destino, pisei em uma base falsa. A verdade é que me sinto sem chão.
     Por favor, não me deixe. Preciso que fique até o fim, mesmo que este já tenha começado. Não tardo, caso me ajude, sinto que posso voltar. É esse sentido que ainda me move, mantenho minhas forças na esperança que contém em você, a minha já não existe ou eu nunca precisei dela.
     Como já sabe, não gosto de surpresas e essa tem sido a pior. Por não ter sido a única, não devo odiá-la tanto, mas detesto ter que vivê-la. Os prantos já são muitos, mas eu tentei ocupar-me com outras coisas e ocultar esse sofrimento. Sou insuficientemente forte para conter as lágrimas que, ao escorrerem em minha face, lembro-me do enfeite que dariam numa moldura a qual faria caneta.  Mas, isso não é uma carta.
     Cartas, já o enviei muitas. Lindas inclusive. Mas, por um acaso qualquer ou uma premissa repentina, escrevo-te desesperadamente a fim de que controle essas sensações infames que insistem em me maltratar. A dor já passa das 20:59h, e como ainda são nove, suponho que passaria a madrugada em claro, apesar do escuro que me preencheria. Não chamaria de sofrimento, porque é sempre e não um instante e já estou sem controle. Desliga-me ou troca-me até que o defeito seja concertado e isso tenha sido apenas um mau contato ou desentendimento.
     Não fazer nada é quase um martírio e a indecisão é um poço sem fundo. Peço-lhe que venha o quanto antes, não se faz necessária uma resposta, basta as que procuro. Não se perca, só você sabe como me livrar desse sofrimento. Não demore enquanto o espero. Se der, more. Eu o acolho. Do contrário, tentarei a sorte.

Evelyn Dias

segunda-feira, fevereiro 25

Pequenos espaços, vagos, insólitos...

E a lembrança se extinguiu de fato
E a solidão apoderou-se como um oceano cheio
Só me restou um infame abraço
Um vazio do frasco
Do perfume que me lembrava seu cheiro.

_______Evelyn Dias

terça-feira, janeiro 15

Pra pensar em outra coisa


Sabe menina, o problema é que você ler pouco demais. É um atraso acreditar em coisas que 
que já existiram, quando se pode inventar sonhos.

______Evelyn Dias

terça-feira, janeiro 8

Coisas que eu já te falei...


Eu sei que a gente se gosta e que quando você está perto a gente inventa qualquer coisa que nem vemos o tempo passar, mas é que essa coisa de romance pré determinado não tem como fazer parte dos meus planos agora. Eu sinto muito por não poder corresponder às mesmas expectativas de amor e sentir apenas carinho e afeição por ter a sua doçura todos os dias me lembrando o quanto é bom gostar de alguém. Eu bem que queria te amar, como há dois anos, você se lembra? Mas a gente já tentou várias vezes e isso só nos trouxe decepções. Eu prometo tentar pra gente ficar junto, nem que seja nos fins de semana desse mês que é minhas férias.Você tem que prometer que esse negócio aí que sente por mim não vai crescer mais do que isso. Então você me ajuda a fazer desse tempo o para sempre que nem sempre é eterno, mas a gente vive. Combinado?
Um Beijo sabor alguma coisa, alguma coisa doce que você deixa logo quando me beija.

______Evelyn Dias

segunda-feira, janeiro 7

Confesso que tentei fazer diferente...




“Não ia ser legal você vir agora porque eu não sei exatamente o que sinto por você. Eu gosto de ficar ao seu lado, gosto quando você me escreve. Quer dizer, a sensação é boa, é clara. Mas eu não sei se posso dizer que te amo, que gostaria de ficar pra sempre com você. Eu realmente não sei. E no momento - como dizer? - de certa forma eu estou gostando de estar me sentindo assim, desamparado. Porque é como um teste. Agora eu quero ver como eu me viro, entende? E sozinho. Se você viesse, você ia ficar servindo de ponte entre mim e a realidade objetiva. E não seria bom, porque eu podia sei lá, até mesmo ficar com raiva de você e matar uma coisa que ainda nem cresceu direito. Não tenho pressa nenhuma. Nem em relação a você nem em relação a nenhuma coisa. Eu gostaria que tudo crescesse naturalmente.”

____________Caio Fernando de Abreu

Por todas as vezes que você leu ao som de alguma coisa...



Venho agradecer a todos os leitores que de alguma maneira me descobrem ao viajarem em meus escritos. Aproveito e desejo que essa vontade de descobrir novos mundos através da leitura, apenas cresça, e nunca morra dentro de vocês!

Muito obrigada pelo carinho.

Feliz dia do Leitor!

_____Evelyn Dias


E ler, ler é alimento de quem escreve. Várias vezes você me disse que não conseguia mais ler. Que não gostava mais de ler. Se não gostar de ler, como vai gostar  de  escrever?  Ou  escreva  então  para  destruir  o  texto,  mas  alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta. E eu acho — e posso estar enganado — que é isso que você não tá conseguindo fazer. Como é que é? Vai ficar com essa náusea seca a vida toda? E não fique esperando que alguém faça isso por você. Ocê sabe, na hora do porre brabo, não há nenhum dedo alheio disposto a entrar na garganta da gente. 
(Caio Fernando Abreu, carta a José Márcio Penido)

Inquietude


___________Vamos andar por aí... e ver o que tem pra fazer...