Páginas

terça-feira, janeiro 8

Coisas que eu já te falei...


Eu sei que a gente se gosta e que quando você está perto a gente inventa qualquer coisa que nem vemos o tempo passar, mas é que essa coisa de romance pré determinado não tem como fazer parte dos meus planos agora. Eu sinto muito por não poder corresponder às mesmas expectativas de amor e sentir apenas carinho e afeição por ter a sua doçura todos os dias me lembrando o quanto é bom gostar de alguém. Eu bem que queria te amar, como há dois anos, você se lembra? Mas a gente já tentou várias vezes e isso só nos trouxe decepções. Eu prometo tentar pra gente ficar junto, nem que seja nos fins de semana desse mês que é minhas férias.Você tem que prometer que esse negócio aí que sente por mim não vai crescer mais do que isso. Então você me ajuda a fazer desse tempo o para sempre que nem sempre é eterno, mas a gente vive. Combinado?
Um Beijo sabor alguma coisa, alguma coisa doce que você deixa logo quando me beija.

______Evelyn Dias

segunda-feira, janeiro 7

Confesso que tentei fazer diferente...




“Não ia ser legal você vir agora porque eu não sei exatamente o que sinto por você. Eu gosto de ficar ao seu lado, gosto quando você me escreve. Quer dizer, a sensação é boa, é clara. Mas eu não sei se posso dizer que te amo, que gostaria de ficar pra sempre com você. Eu realmente não sei. E no momento - como dizer? - de certa forma eu estou gostando de estar me sentindo assim, desamparado. Porque é como um teste. Agora eu quero ver como eu me viro, entende? E sozinho. Se você viesse, você ia ficar servindo de ponte entre mim e a realidade objetiva. E não seria bom, porque eu podia sei lá, até mesmo ficar com raiva de você e matar uma coisa que ainda nem cresceu direito. Não tenho pressa nenhuma. Nem em relação a você nem em relação a nenhuma coisa. Eu gostaria que tudo crescesse naturalmente.”

____________Caio Fernando de Abreu

Por todas as vezes que você leu ao som de alguma coisa...



Venho agradecer a todos os leitores que de alguma maneira me descobrem ao viajarem em meus escritos. Aproveito e desejo que essa vontade de descobrir novos mundos através da leitura, apenas cresça, e nunca morra dentro de vocês!

Muito obrigada pelo carinho.

Feliz dia do Leitor!

_____Evelyn Dias


E ler, ler é alimento de quem escreve. Várias vezes você me disse que não conseguia mais ler. Que não gostava mais de ler. Se não gostar de ler, como vai gostar  de  escrever?  Ou  escreva  então  para  destruir  o  texto,  mas  alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta. E eu acho — e posso estar enganado — que é isso que você não tá conseguindo fazer. Como é que é? Vai ficar com essa náusea seca a vida toda? E não fique esperando que alguém faça isso por você. Ocê sabe, na hora do porre brabo, não há nenhum dedo alheio disposto a entrar na garganta da gente. 
(Caio Fernando Abreu, carta a José Márcio Penido)

Inquietude


___________Vamos andar por aí... e ver o que tem pra fazer...

quarta-feira, dezembro 5

Eu estava de malas prontas:


Eu até tento fugir desse sentimento. Fazer uma viagem, sei lá, muitas vezes, só cheguei ao aeroporto.
Ah, não me senti bem, conformada que deixaria aqui todas as minhas dúvidas, meus medos, para ir a um lugar que mal elaborei para esquecer meus conflitos.
Preciso carregar meus anseios e redescobrir o que há de estranho que me contagie. Ir embora porque enjoei  da repetição obsessiva dos fatos seria fugir do meu constrangimento de ficar e encarar a realidade.
Preferi ficar antes que o medo de tomar novas providências desabe.

_______________Evelyn Dias

Um dia eu fui embora de mim mesmo

quarta-feira, novembro 28

Para você, moço.


Escrevo-te sobre algo que talvez nem saiba, por meio de uma via considerada inidônea, para de alguma forma me sentir bem.
É moço! Que estranha intensidade a vossa...
A verdade é que conhecer você foi uma coisa bonita, foi ver tudo colorido e alegre, foi sentir aquele amontoado de emoções e borboletas no estômago, que muitos dizem acontecerem só em livros de romance.
Perdoa-me, mas isso eu tenho que falar, pois faz parte de toda essa minha explicação equivocada.
Talvez eu tenha sido inconveniente demais, mas principalmente por ser demais precipitada, como muitos dizem, que coloco todo o meu processo mental em palavras, e que isso assusta as pessoas, que é preciso disfarçar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Mas, ao invés da verdade clara e em frente aos meus olhos, preferi ver por trás deles, da minha maneira.
De qualquer forma, mesmo que não houve o meu roteiro fixo, pré-determinado, gostei de concentrar-me em sensações de alegria, fé, expectativa. Gostei de ter o nome bonito, de ser chamada de "querida", do meio abraço e de todas as complicações supostas que não aconteceu, mas eu criei.
Sei que é difícil entender, e não o obrigo a participar dessa epifania. Apenas me desculpe por empolgar-me tanto com sua "passagem em minha vida", por ser tão dramática, mas eu não queria fazer mal a você. Escrevo por absoluta necessidade. E se tudo foi efêmero, é culpa minha, o que dói é a nostalgia de algo que nem mesmo chegou a acontecer.
Rabisco essas palavras com esperança, como uma missiva que anseia que algo bom aconteça.
Ah, moço! Eu preciso muito muito de você, eu quero muito muito você aqui de vez em quando, nem que seja muito de vez em quando...
Perdoe as minhas tentativas inábeis, desajeitadas, mas que seja bom o que vier, para você, para mim.

De todo o coração, com carinho, porém sem embrulho.

________Evelyn Dias

Para amores impossíveis



Ah, moço! Será que eu me esqueci como se escreve?
Escondi seu rosto e apaguei as nossas conversas...
O amor é tão grande assim, capaz de me fazer recuperar horas de solidão trancada no meu quarto escrevendo cartas que, supostamente, ninguém leria?
Ah, seu moço! Eu preferia viver essa ilusão do que ficar a mercê de palavras vazias. Eu gosto de sentimento!

Doce e fofo, mas sem embrulho.

Evelyn Dias